Quer saber como funciona a compra conjunta de imóvel? Confira as principais dúvidas sobre o assunto!
Hoje existem muitos caminhos para facilitar a compra da casa própria, seja para viver com os familiares, seja para aumentar o patrimônio. Um deles é a compra conjunta de imóvel. Comprar uma propriedade com outras pessoas é totalmente possível segundo as leias e é uma ação bastante comum aqui no Brasil.
Em muitas situações, essa é uma alternativa usada para somar rendimentos e para comprovar a capacidade de pagamento do imóvel que é exigida na etapa da aprovação do crédito. Você já entende o funcionamento desse tipo de aquisição e sabe quais são os requisitos para essa modalidade ser aceita?
Considerando o interesse de muitas pessoas em seguir com a compra conjunta para ter o imóvel dos sonhos e também as dúvidas que surgem quando esse assunto é tratado, preparamos este texto para explicar tudo! Confira, então, as 5 principais dúvidas sobre esse tipo de compra!
1. Essa é uma modalidade exclusiva para casais em união estável?
Se sua principal dúvida é essa, não precisa se preocupar, pois essa não é uma modalidade exclusiva para casais em união estável. É totalmente possível fazer essa compra sem ter esse registro.
Várias são as maneiras de fazer uma compra conjunta. Existem casos de amigos que financiam uma casa de forma conjunta; de pais e filhos que decidem somar suas economias; de irmãs e muitos outros. O que importa mesmo é que as regras de operação de crédito sejam aceitas, pois assim a transação é feita com sucesso, independentemente de ser ou não um casal.
2. Como funciona na prática?
Nessa modalidade de compra conjunta, todos os participantes podem desfrutar e exercer os privilégios de dono sobre a propriedade comprada. No entanto, todos os deveres com o pagamento dos impostos, das contas e das demais taxas precisam estar em dia. Cada comprador vai pagar o valor proporcionar à parte que tem sobre o bem.
Vamos a um exemplo para que fique mais claro: o João é proprietário de 70% do imóvel, enquanto Maria é dona dos outros 30%, então João vai arcar com 70% dos deveres e a Maria, com 30%. Quando for o caso de um financiamento imobiliário, ambos os compradores terão que pagar o saldo devedor até que o imóvel seja quitado.
Por outro lado, quando se trata de uma compra à vista, o processo é mais rápido, pois só precisam estar presentes no documento de compra e venda do imóvel os nomes dos donos do bem. Depois disso feito, terão condições de proprietários do imóvel tanto na matrícula quanto na escritura.
Vale mencionar que as pessoas que têm a intenção de compartilhar uma casa ou apartamento somam suas rendas mensais para dar entrada no processo. Assim, a base de cálculo vai ser em cima dessas rendas somadas, dessa forma impulsionando as chances de ter a transação aprovado e até mesmo de conseguir valores maiores liberados. Isso porque é bom lembrar que o valor das prestações não pode ultrapassar os 30% da renda familiar.
3. Quais os principais critérios exigidos?
O primeiro critério que podemos destacar é a comprovação de renda. É preciso ter em mente que as exigências que os bancos fazem em relação a essas comprovações de renda valem para todos que fazem parte da composição de renda. Caso a renda de uma pessoa esteja comprometida em até 30%, provavelmente ela não terá o crédito concedida para realizar a compra.
Vale destacar que todos os interessados têm que ser maiores de 18 anos, brasileiros e não podem ter restrição de crédito no nome. Além disso, a propriedade escolhida para compra tem que estar localizada na mesma cidade ou região onde os solicitantes moram ou trabalham há, no mínimo, um ano.
Todas as pessoas interessadas nessa modalidade de compra têm que atender às condições da instituição financeira para que possam participar do pedido de crédito imobiliário. Ou seja, todas devem apresentar a documentação pessoal em ordem.
Se o banco entender que o perfil de um solicitante não atende às suas expectativas, ele certamente não vai aprovar a concessão. Se um deles estiver negativado, por exemplo, o mais provável é que o financiamento não seja liberado. De forma resumida, é fundamental estar com os documentos pessoais em dia e ter o nome limpo para fazer a compra conjunta.
4. O que deve constar no contrato?
A precaução que todos devem ter na hora de optar por essa modalidade de compra é garantir que o nome de todos os participantes esteja no contrato de compra e venda. Além disso, é preciso registrar o porcentual que cada comprador detém. Essa é uma informação indispensável na documentação da compra e também na escritura do imóvel.
E, claro, é essencial fazer um contrato para o caso de o imóvel ser financiado, atestando todos os deveres e os direitos de cada parte com relação ao bem. Se algo acontecer no futuro, você vai ter respaldo legal para encontrar uma solução para o problema sem que isso acabe prejudicando sua renda e sua vida como um todo. O mesmo vale para as outras partes envolvidas na aquisição.
5. O que pode impedir a compra conjunta de imóvel?
Há algumas situações em que o empréstimo não é concedido aos interessados. Por exemplo, se um dos compradores tiverem algum problema de restrição de crédito ou de documentação. Sem contar que o saldo de score negativo do interessado na compra pode acabar prejudicando-o, limitando o acesso às condições de financiamento mais interessantes.
Um outro ponto que pode impedir a compra nessa modalidade é se um dos compradores envolvidos no processo não estiver em conformidade com as regras e condições exigidas. Afinal, é necessário ter em mãos documentação pessoal em ordem, comprovantes de renda atualizados e nomes sem restrições.
Você ainda tem dúvidas quanto à compra conjunta de imóvel? Isso é comum, afinal de contas, estamos falando aqui sobre uma aquisição que envolve comprometimento de renda, valores altos e, claro, outras pessoas. Então, é importante ressaltar vantagens dessa modalidade, para que você possa avaliar melhor.
Não poderíamos deixar de começar com a principal vantagem: a facilidade com que o financiamento imobiliário é aprovado, uma vez que a renda mensal passa a ter um limite mais alto. Além disso, essa compra é uma excelente alternativa para quem não tem uma renda bruta que permita atingir o valor suficiente para o financiamento do imóvel. Dessa forma, o comprador nota que, se tivesse outra pessoa para comprar o bem junto com ele, seu poder monetário seria favorecido.
E então, conseguiu tirar todas as suas dúvidas sobre compra conjunta de imóvel? Sem dúvida alguma, essa modalidade oferece a muitos brasileiros a oportunidade de conquistar esse grande sonho. Caso você se interesse, procure conversar com calma com quem você pretende se juntar para fazer a aquisição, avaliando bem a situação financeira e fazendo simulações para ter certeza de que é um bom negócio.